Controlei

Calculadora de quitação de dívida

Se você paga um valor fixo por mês numa dívida com juros (cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal), o tempo pra quitar depende de três coisas: o saldo devedor, a taxa de juros e o valor pago por mês — e a conta não é tão simples quanto dividir a dívida pelo pagamento, porque os juros continuam incidindo sobre o saldo enquanto ele não zera. Exemplo: uma dívida de R$ 5.000 no rotativo do cartão, a 12% ao mês, pagando R$ 500 por mês, leva bem mais tempo pra quitar do que R$ 5.000 ÷ R$ 500 = 10 meses sugere — os juros altos fazem o saldo cair muito mais devagar. Preencha seus números abaixo pra ver o prazo real e o total de juros que você vai pagar.

Como funciona

Quando você paga um valor fixo mensal numa dívida com juros compostos, parte desse pagamento cobre os juros do período e só o restante reduz o saldo devedor — exatamente como no sistema PRICE de financiamento, só que geralmente com taxas muito mais altas, no caso de cartão de crédito e cheque especial.

O cálculo do número de meses necessários usa a fórmula n = −log(1 − (i × P) / A) / log(1 + i), onde P é o saldo devedor atual, i é a taxa de juros mensal e A é o valor pago por mês. Essa fórmula só tem solução quando o pagamento mensal é maior que os juros do primeiro mês (i × P) — se o pagamento for igual ou menor que isso, a dívida nunca é quitada, porque os juros consomem o pagamento inteiro e o saldo fica estagnado ou cresce.

Esse é exatamente o problema do rotativo do cartão de crédito no Brasil, que costuma ter taxas de juros de 10% a 15% ao mês. Pagar só o mínimo da fatura frequentemente significa pagar um valor próximo ou até menor que os juros do mês, o que faz a dívida praticamente não diminuir — às vezes até crescer, se entrarem novos gastos no cartão. É por isso que dívida de cartão costuma ser tratada como prioridade máxima para quitação: o custo de carregá-la supera qualquer rendimento de investimento disponível no mercado.

Para sair de uma dívida cara mais rápido, as alavancas disponíveis são: aumentar o valor do pagamento mensal (o fator com maior impacto, já que reduz o prazo de forma não-linear), negociar uma taxa de juros menor (renegociação com o próprio banco, portabilidade de dívida ou troca por uma linha mais barata, como empréstimo consignado ou com garantia), ou uma combinação das duas.

Uma estratégia comum quando existem várias dívidas ao mesmo tempo é ordená-las por taxa de juros, do maior para o menor, e concentrar o pagamento extra na de taxa mais alta primeiro, mantendo o mínimo nas demais — método conhecido como 'avalanche'. Uma alternativa mais focada em motivação psicológica é quitar primeiro a dívida de menor saldo, independente da taxa (método 'bola de neve'), o que gera vitórias rápidas mas pode custar mais juros no total.

Outro ponto importante: renegociar uma dívida — pedindo desconto à vista ou parcelamento com taxa menor — quase sempre compensa mais do que continuar pagando o mínimo de um contrato caro, porque instituições financeiras frequentemente aceitam reduzir o saldo ou a taxa para recuperar parte do valor em vez de arriscar não receber nada. Antes de negociar, vale calcular o prazo e o total de juros no cenário atual, como faz essa calculadora, para ter um número de comparação claro ao avaliar qualquer proposta de renegociação.

Perguntas frequentes

Por que dividir a dívida pelo pagamento mensal não dá o prazo real?
Porque parte de cada pagamento cobre os juros do período, não só o saldo. Enquanto a dívida existe, os juros continuam incidindo sobre o saldo restante, então o prazo real é sempre maior que uma divisão simples.
O que acontece se meu pagamento mensal for menor que os juros do mês?
A dívida nunca é quitada — o pagamento cobre só parte ou nada dos juros, e o saldo fica estagnado ou cresce. É o que acontece com o pagamento mínimo do rotativo do cartão em muitos casos.
Vale a pena usar reserva de emergência pra quitar dívida cara?
Em geral sim, quando a taxa da dívida (como o rotativo do cartão, de 10% a 15% ao mês) é muito maior que qualquer rendimento de investimento disponível — mas vale manter uma reserva mínima pra não recorrer à mesma dívida cara de novo em uma emergência.
Qual dívida devo priorizar quando tenho mais de uma?
O método 'avalanche' prioriza a de maior taxa de juros primeiro, o que minimiza o total de juros pago. O método 'bola de neve' prioriza a de menor saldo, o que gera vitórias mais rápidas mas pode custar mais juros no total.
Renegociar a dívida realmente compensa?
Na maioria dos casos sim. Bancos e financeiras costumam preferir reduzir taxa ou saldo a correr o risco de não receber nada — use o prazo e o total de juros calculados aqui como referência para avaliar qualquer proposta.

Quer um plano pra sair dessa dívida mais rápido?

O Controlei mostra de onde seu dinheiro está saindo e ajuda a encontrar espaço no orçamento pra aumentar o pagamento mensal da dívida.

Testar grátis

Fontes

Calculadoras relacionadas